A HISTÓRIA DO POVO QUE NÃO AJUDAVA A SUA GENTE

O ano era 2021, e a população de uma país tropical não aguentava mais tamanha crise que veio se estendendo desde o ano anterior.

A crise era geral, não apenas econômica. A crise formada naquele ano se iniciou com um vírus mortal, que não teve muita importância de primeiro momento.

Era “apenas uma gripezinha”, dizia o presidente daquele país.

No decorrer dos meses, a tal gripe foi se estendendo, e até as pessoas com físico de atleta começaram a se infectar. Então, se confirmara a primeira morte.

A população entra em pânico, uma avalanche de informação chegando e muita desinformação vindo junto.

A gente vai morrer? A gente vai viver? Tem remédio? Usa cloroquina, não usa? Tratamento precoce?

Na verdade ninguém sabia da resposta. Os cientistas e estudiosos daquela época orientaram para que seguissem os protocolos para evitar a infecção e possível transmissão do vírus, mas foi em vão.

As mortes chegaram a um nível que se perdia em números, vidas distantes e vidas próximas se conectavam pelos sentimentos de dor e incerteza.

Não alinhados com o presidente, os governadores de cada estado desse país se mobilizavam para manter a sua gente dentro de casa, mas era quase impossível.

“O choro é livre”, dizia a jornalista.

Faltava ar para muitos, mas faltava arroz para milhares.

O problema daquele país não era fácil de lidar, porém não era impossível de se chegar a uma solução.

Foi tanta tristeza e falta de alimento, que a população desse país tropical se fechou, e se fechou mesmo!

Seus vizinhos morriam de fome, e ninguém estendia a mão.

Acredite, eu não os julgo! Estavam tão acostumados com o medo de faltar para si no futuro que se esqueceram do próximo no presente.

As pessoas não sabiam, mas antes de depender de seus governantes, precisavam de si mesmas.

Ficar dentro de casa, por mais que faltasse o necessário era primordial, então, aquela nação já cansada de muito se lamentar, começaram a se cuidar.

Dentro de casa elas ficavam, mas ao contrário dos meses anteriores, os seguintes eram de compartilhamento. Tinham pouco, mas dividiam.

A vacina começou a chegar, pouco a pouco eram vacinados. A economia daquele país já estava na lama, porém tinha vida.

Vida de um povo que não desistia, sofreram tanto que aprendera com a dor.

Lentamente as vidas voltavam ao seu trabalho, seguindo as normas, os comércios começaram a se abrir, e onde o luto se fazia presente, a vida começava a florecer novamente.

Essa história ela não termina com um final feliz. Milhares de pessoas morreram, para que as pessoas que ficavam, pudessem aprender com tudo aquilo.

Foram longos meses, e mais alguns anos para tudo se ajeitar. Assim como aquele país tropical, o mundo mudou drasticamente, e um novo normal estava se iniciando.

Essa é a história da nossa gente, que precisa entender que para se salvar, precisa também salvar o próximo, estender a mão, ter empatia, compaixão e humildade!

Por: André Santos|@dehsantos.oficial

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