O exorcismo de Anneliese Michel | HISTÓRIA DE UM CRIME

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HISTÓRIA DE UM CRIME

Episódio de hoje: O EXORCISMO DE ANNELIESE MICHEL

Texto escrito por: André Santos

Realização: TV Informa | Apoio: Web RTV


AVISO: CASO SEJA SENSÍVEL A ESTE TIPO DE CONTEÚDO, RECOMENDAMOS QUE INTERROMPA A LEITURA.


No segundo episódio da nossa série, vamos falar da garota que foi submetida a vários exorcismos da Igreja Católica até o seu falecimento. Esse é um caso real que inspirou o filme “O exorcismo de Emily Rose”(2005).

Anneliese

Anneliese Michel nasceu em Leiblfing, no estado federal alemão da Baviera, mas foi criada com as suas três irmãs no pequeno município de Klingenberg am Main. Seus pais eram Anna e Josef Michel, muito religiosos, lhe dando uma educação profundamente católica.

Aos 16 anos de idade, Anneliese começou a desenvolver alguns problemas psicológicos e alguns mentais, chegando a ser confirmado por psiquiátras. A jovem foi diagnosticada com epilepsia e esquizofrenia, que acabou acarretando em uma depressão. Os médicos começaram um tratamento com medicamentos e acompanhamento.

Em longo prazo, o tratamento médico não foi bem sucedido, seu estado, incluindo a depressão agravaram-se. Em crises ela chingava, batia e mordia os próprios pais. Anne chegou a comer insetos que apareciam em casa, andava nua e urinava no chão, até mesmo bebia a própria urina.

Ela também ouvia vozes que diziam que ela estava “condenada” e que iria “apodrecer no inferno”. Algumas pessoas que iam visitar Anneliese, incluindo sua família, começam a falar que a jovem estava possuída.

Provavelmente eles não sabiam ou não entendiam o que era esquizofrinia, epilepsia e depressão, algo que mais tarde eles iriam entender.

Os pais começaram a acreditar e a mãe de Anne chamou os sacerdotes, enfatizando que ela estava possuída. Logo, os sacerdotes recusaram, recomendaram a continuação do tratamento médico e informaram à família que para a realização de um exorcismo, era necessária a permissão de um bispo.

Em setembro de 1975, o bispo Josef Stangl concedeu uma permissão ao Padre Renz para exorcizar Anneliese, seguindo o Rituale Romanum de 1614, mas ordenou total sigilo sobre o caso.

O EXORCISMO

Renz realizou a primeira sessão em 24 de setembro.

A própria jovem se convenceu que estava possuída, começando a relatar que ouvia vozes e rostos de demônios. Um vez Anne chegou a imitar um cachorro por dois dias, ficando deitada pelo chão e latindo debaixo das mesas.

Imagens da internet

Convencidos de que era uma possessão, seus pais e os exorcistas pararam de procurar tratamento médico.

Foram feitas ao todo 67 sessões de exorcismo, uma ou duas por semana, com duração de até quatro horas. Foram realizadas por cerca de 10 meses, entre 1975 e 1976.

Durante o exorcismo foram gravadas algumas fitas, nela o Padre falava com o demônio da garota. Mas segundo fontes, a voz de Anneliese só apareceu grossa por ela estar forçando com a garganta.

Anneliese Michel estava cansada, então escreveu uma carta ao Padre dizendo que não entendia o porquê ela achava tudo tão doloroso e outras coisas a mais.

No dia 1 de julho de 1976, Anneliese morreu durante o sono, aos 24 anos.

CAUSAS DA MORTE

A autópsia de Anne indicara morte causada por desnutrição e desidratação de quase um ano de semi-inanição, enquanto os rituais de exorcismo eram realizados. Seu corpo pesava menos de 30 quilos.

Imagens da internet

Logo após o falecimento de Anneliese, os padres Ernest Alt e Arnold Renz fizeram o comunicado do óbito às autoridades locais que, imediatamente, abriram inquérito e procederam às investigações.

Muitas teorias foram feitas durante o julgamento, tanto da acusação como da defesa foram expostas, mexendo com as pessoas religiosas.

INVESTIGAÇÃO E VEREDITO

Durante o tribunal, os médicos afirmaram que Anneliese não estava possuída, muito embora o Dr. Richard Roth, ao qual foi solicitado auxílio médico pelo Padre Ernest Alt, teria feito a afirmação na época que, não havia medicação eficaz contra a ação de forças demoníacas.

Lápide de Anneliese

Psiquiatras que prestaram depoimento, disseram que se os padres tivessem encaminhado ela ao hospital e forçado a se alimentar, o falecimento de Anne não teria ocorrido.

Em seguida, a mãe de Anneliese alegou:

“Deus nos disse para exorcizar os demônios de minha filha. Não me arrependo de sua morte.”

Os promotores públicos responsabilizaram os dois padres e os pais de Anneliese por homicídio causado por negligência médica.

O bispo Josef Stangl, embora tivesse dado a autorização para o exorcismo, não foi indiciado em virtude de sua idade avançada e saúde debilitada. Ele faleceu em 1979.

Josef cansagrou bispo o padre Joseph Ratzingee, que no futuro se tornaria o Papa Bento XVI.

Os pais de Anne e os dois padres foram condenados a seis meses com liberdade condicional sob fiança.

O EXORCISMO DE EMILY ROSE – FILME

Em 2005 foi lançado o filme “O Exorcismo de Emily Rose”, baseado no caso de Anneliese. Porém, o filme conta o ponto de vista da produção e não de Anne.Até os dias atuais, muitos religiosos acreditam que a jovem realmente estava possuída por demônios, mesmo após pessoas terem sido reponsabilizados pela morte de Anneliese.

A atriz Jennifer Carpenter, que fazia o papel principal da possuída, disse que acordou algumas vezes com seu rádio ligando sozinho.

“So me assustei uma vez, porque o volume estava muito alto e estava tocando “Alive”, do Pearl Jam”.

O refrão da música citada pela atriz, traduzida para o português significa ” eu estou vivo”.

A atriz ainda afirmou que a sua colega Laura Linney, também testemunhou a sua televisão ligando sem motivo, cerca de duas vezes.

POR: André Santos|@dehsantos.oficial

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