EXCLUSIVO: Como está Brumadinho dois anos após o rompimento de barragem da Vale?

No dia 25 de janeiro de 2021, Minas Gerais e o Brasil inteiro lembram com tristeza os dois anos da tragédia anunciada, provocada pelo rompimento da Barragem do Complexo da Mina do Córrego do Feijão, comandada pela Mineradora Vale S.A e localizada na região metropolitana de Belo Horizonte (2019).

Com uma extensão de aproximadamente 720 metros, 87metros de altura, o rompimento da barragem vazou o equivalente a 12,7 milhões de metros cúbicos de rejeitos sobre a região. Entre as graves consequências deste desastre está o grande número de pessoas mortas e mesmo depois de tantas buscas temos ainda 11 desaparecidos, além dos animais e plantas aquáticas que morreram em decorrência da redução da quantidade de oxigênio na água, com a morte do rio, a lama torna a água imprópria para consumo humano tornando esta a pior tragédia minerária das últimas três décadas, a segunda mais grave em estragos ambientais e socioeconômicos após Mariana (2015).

O RELATO DO FATO

Entre relatos obtidos com exclusividade pela equipe do Tv Informa nesta semana, um deles chama bastante atenção pela rica tradução do drama que boa parte da população de Brumadinho ainda enfrenta mesmo depois de 2 anos.

Acompanhe na íntegra o desabafo emocionante da jovem Clara Stelly (18), moradora de Brumadinho e uma das primeiras pessoas a prestar serviço voluntário desde o início do desastre:

VALE NA JUSTIÇA

Aconteceu na última quinta-feira (21), a audiência entre a Vale e o governo de Minas Gerais, no Tribunal de Justiça do Estado, para definir a indenização relativa às perdas causadas pela Vale,que terminou sem nenhum acordo.

O valor oferecido pela Vale é pouco mais da metade dos R$ 54 bilhões calculados pelo Governo de Minas e pedido, formalmente, no acordo (R$ 21 bilhões). A primeira proposta da mineradora foi de R$ 16,5 bilhões – dos quais R$3,6 milhões foram pagos, seja por meio de auxílio emergencial aos atingidos ou em adiantamento ao governo estadual.

Segundo o Procurador da República Edilson Vitorelli, que acompanha as negociações desde o ano passado, as instituições estão unidas em busca de um acordo, mas o valor oferecido está muito aquém das necessidades do Estado e das pessoas atingidas.

Segundo o Secretário-geral do governo mineiro, a empresa agiu como se estivesse em um leilão e afirma que o governo aguarda uma última manifestação da Vale na direção de um número efetivamente capaz de indenizar o Estado de Minas Gerais e a população da área atingida.

Mesmo depois de tanta repercussão na mídia do Brasil e do mundo, o que fica registrado é o sentimento de revolta da população, em especial familiares e amigos que perderam seus entes queridos que até hoje esperam por respostas, exigindo justiça, uma vez que os danos causados infelizmente continuam a fazer parte da vida cotidiana de cada um deles. Vale lembrar que a partir do dia 1º de fevereiro o caso volta para a primeira instância para ser sentenciado pelo juiz Elton Pupo Nogueira. A Vale recebeu, no entanto, uma semana de prazo para apresentar uma nova proposta de valor para as indenizações.

Reportagem produzida por: Fabrício Mendes | @onmendeson

Revisão de texto e edição: André Santos

Realização: Jornalismo TV Informa

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s